Comunicados de Imprensa

A reação ao anúncio sobre a idade para o serviço missionário mantém-se entusiástica e sem precedentes

Candace Richins estava a meio do seu primeiro ano como membro da equipa feminina de voleibol da Universidade Utah State quando ouviu o anúncio feito pelo Presidente da Igreja Thomas S. Monson, de que as mulheres podiam começar a fazer missão aos 19 anos e os homens aos 18. Apesar de ter ficado entusiasmada por poder começar a sua missão mais cedo, Richins – uma provável titular da equipa em 2013 – ficou preocupada pelo facto da sua bolsa de estudos e do seu lugar na equipa não ficarem garantidos caso ela partisse em missão.

Alguns dias mais tarde, enquanto estava numa classe de religião próxima do campus, Richins soube o que tinha que fazer. “Senti uma impressão forte de que tinha que ir e que tinha que ir já”, afirmou Richins, que vai começar a sua missão no mês de Março, em Estocolmo, na Suécia. “Decidi naquele momento que iria mesmo e deixei de me importar com o que estava a deixar para trás; Eu iria e serviria ao Senhor. Efetivamente foi uma decisão difícil porque não só me afetava a mim, como afetava o treinador, as minhas colegas de equipa e toda a universidade… mas ao mesmo tempo eu sabia que estava certa e que aquilo que estava a fazer era a decisão correta e que todos iriam ser abençoados por isso.”

Tal como retrata a experiência de Richins, a decisão de deixar tudo para trás não é fácil para nenhum rapaz ou moça da Igreja. No entanto, a reação ao anúncio de 6 de outubro mantem-se entusiástica com um número sem precedentes de rapazes e moças a continuarem a preencher as candidaturas para servirem como missionários.

Infografia Missao Infographic

(Infografia sobre a natureza do trabalho missionário - em inglês. Clique para visualizar, ou postar no Pinterest)

“Nunca tinha visto nada que influenciasse tanto uma geração de jovens como aquilo que o Presidente Monson anunciou na sessão de sábado de manhã da conferência geral,” disse o Elder David F. Evans, diretor executivo do Departamento Missionário da Igreja e membro dos Setenta. “O que estamos a observar é uma reação absolutamente impressionante por parte desta geração ao convite do Senhor e do Seu profeta de se erguerem e servirem ao seu próximo e pregarem o evangelho.”

Nas semanas seguintes ao anúncio que reduzia a idade mínima para se iniciar uma missão, a Igreja reportou que as candidaturas de missionários tinham aumentado grandemente (de 700 candidaturas por semana para 4 mil), com as mulheres a serem mais de metade dos candidatos. Apesar do número ser agora o dobro do que era antes do anúncio, o número total de homens e mulheres que iniciaram o processo de candidatura desde outubro é igual. Antes do anúncio, aproximadamente 15 % dos missionários eram mulheres.

O que a Igreja está a fazer para acomodar o aumento do número de missionários

A Igreja tem em funcionamento 347 missões por todo o mundo, cada uma dela com uma média de 170 missionários. Para acomodar este novo volume de missionários, muitas missões aumentarão a sua capacidade para 250 missionários. Quando as missões excederem este número, novas missões serão criadas conforme for sendo necessário.

Ao se dirigir aos missionários do Centro de Formação Missionária no dia de Natal, o Elder Russell M. Nelson do Quórum dos Doze Apóstolos, afastou os rumores de que novas missões estavam a ser abertas em áreas que até agora não estão abertas para o trabalho missionário. “Tais rumores são absolutamente falsos. Refutem-nos!”, disse o Elder Nelson. “Os líderes desta Igreja entram nos países onde a Igreja não está presente pela porta da frente. Não entramos pelas traseiras ou por meio de um beco. As nossas relações são baseadas na honestidade, abertura, integridade e no completo respeito pela lei local.”

Os presidentes de missão estão a preparar-se para este aumento formando os seus missionários, que já estão a servir, para que por sua vez formem os novos missionários. Os presidentes de missão estão também a avaliar o modo como podem distribuir melhor os seus missionários dentro dos limites geográficos da respectiva missão. Apesar da responsabilidade que recai sobre os presidentes de missão ter aumentado, o Elder Evans ressalva que isso não representará uma sobrecarga assim tão grande.

“Já tivemos algumas missões que tinham entre 220 a 250 missionários, ao longo da história moderna da Igreja, em diferentes lugares”, afirma.

Pelo facto da Igreja ter permitido, nos últimos anos, que alguns missionários em 48 países começassem a servir aos 18 anos, o grande aumento de missionários resultantes do anúncio feito em outubro virá de países onde este limite de idade mínima não existia – incluindo o Reino Unido, os Estados Unidos da América, o Canadá e o Japão.

Também serão feitos ajustes em cada um dos 15 centros de formação missionária (CTM). O tempo de formação para os missionários que servirão no seu próprio idioma e os que terão que aprender um novo idioma será reduzido em 30% - os que não tiverem que aprender uma nova língua ficarão apenas duas semanas no CTM, em vez de três, e os que estiverem a aprender um novo idioma, verão a duração ser reduzida em duas semanas, em relação ao tempo total.

Dois desenvolvimentos recentes fizeram com que a redução do tempo no CTM fosse possível. Em primeiro lugar, a Igreja iniciou, há um ano, um programa de formação missionária no terreno com a duração de 12 semanas – antes de se saber que um anúncio da redução da idade iria ser feito – no qual muita da formação que é dada no CTM é reensinada e reforçada no campo missionário. Em segundo lugar, a Igreja deu início a um estudo, vários meses antes deste anúncio, onde se demonstra que é possível melhorar a capacidade de aprendizagem de uma segunda língua por parte do missionário, enviando-o para o campo mais cedo do que é habitual. Estas duas alterações iriam ser implementadas mesmo que não tivesse sido anunciada a redução da idade mínima para se iniciar o serviço missionário.

Para aumentar a capacidade do CTM, cada centro de formação está maximizar o espaço livre, incluindo a colocação de mais beliches em cada quarto. Por exemplo, o CTM mais conhecido da Igreja, em Provo, no estado de Utah, vai aumentar a sua capacidade de 3 mil para 4800 missionários, a curto prazo. Planos a longo prazo também estão a ser equacionados. Apesar de em meados de outubro de 2012 os líderes da Igreja terem decidido não avançar com a construção de um edifício de 9 andares que tinha sido originalmente proposto para o CTM de Provo, planos ainda estão a ser trabalhados para aumentar a capacidade do centro a longo prazo.

“A não demolição dos edifícios que teriam que ser demolidos para se construir o prédio de nove andares provou ser uma grande bênção a curto prazo,” afirmou o Elder Evans, “porque o que quer que tivéssemos feito iria reduzir a nossa capacidade a curto prazo.”

Apesar de passarem a estar mais missionários em simultâneo nas atuais instalações do CTM, Stephen B. Allen, Diretor Executivo do Departamento Missionário, afirma que a experiência no CTM para cada missionário vai ser igualmente boa, se não for melhor ainda.

“Queremos assegurar-nos de que a experiência no CTM para cada missionário seja uma grande experiência,” afirma. “Não será uma experiência menos intensa, nem terá menos impacto. Será uma grande experiência de aprendizagem espiritual, um tempo de revelação para esses missionários à medida que aprenderem a ser missionários.”

Gratidão pela flexibilidade nas opções de inscrição nas universidades

O impacto do anúncio da idade para se iniciar o serviço missionário também afeta o número de inscrições nas universidades do estado de Utah e em outros locais.

O Elder Evans salienta que a Igreja está profundamente grata aos administradores das universidades que deram os passos para enquadrar os rapazes e as raparigas que desejam servir como missionários. Por exemplo, no final de Novembro de 2012, a Universidade de Utah anunciou uma nova diretriz para inscrições diferidas que permite aos estudantes atrasarem a sua entrada até sete semestres. E em outubro de 2012, a Universidade Utah State organizou uma equipa especial que está atualmente a analisar as estratégias que a universidade pode vir a implementar para melhor se adaptar aos que escolhem servir primeiro uma missão.  

“Os ajustes feitos pelas universidades têm sido simplesmente maravilhosos,” afirmou o Elder Evans. “A disponibilidade para levarem em conta a posição da Igreja e depois estarem dispostas a aceitar os jovens da Igreja com a esperança de que voltarão às respectivas instituições após as suas missões, tem sido muito, muito gratificante e seriamos negligentes se não expressássemos o nosso apreço por cada uma das universidades que está a fazer este esforço.”

Richins afirma que o seu serviço como missionária vai fazer com que ela seja uma melhor estudante quando voltar.

“Espero que quando eu regressar seja diferente e que tenha mudado,”, afirma. “Trabalharei mais arduamente, serei mais diligente na universidade, desenvolverei mais os meus talentos e espero que isto me faça crescer como pessoa.”

Miranda Rechis, que também aproveitou a alteração da idade mínima e vai em breve servir como missionária em Osorno, no Chile, concorda. Diz que o serviço missionário a vai ajudar a “amadurecer, de modo a poder levar… a universidade a sério”, quando terminar a missão.

Mais oportunidades para o serviço missionário

Não é segredo que muito mais raparigas se voluntariaram para o serviço missionário desde o dia 6 de outubro de 2012. Os líderes da Igreja estão gratos pelo seu desejo de servir. Numa conferência de imprensa a seguir ao anúncio, o apóstolo da Igreja Jeffrey R. Holland disse que “estava absolutamente deliciado por esta mudança de diretriz ter permitido que muitas, muitas mais moças pudessem servir,” notando que “as mulheres que servem são tremendamente bem-sucedidas.”

Os líderes da Igreja também estão muito entusiasmados pelo facto de que mais jovens da Igreja – rapazes e moças – poderem agora servir como missionários.

“Este é um convite de amor do Senhor para com toda esta geração,” disse o Elder Evans. “Aquilo que também gostaria de dizer é que as escrituras o dizem claramente e penso que a Primeira Presidência e os Doze também o clarificaram… que somos todos iguais perante Deus.”
 

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