Comunicados de Imprensa

Tomada de posse da nova Comissão da Liberdade Religiosa em Portugal

21 confissões religiosas assinam declaração pela paz e pelo diálogo

A Ministra da Justiça do Governo de Portugal deu hoje posse ao novo presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, José Eduardo Vera Jardim, e aos restantes membros da comissão, que contará pela primeira vez na sua composição com um elemento da comunidade budista com o objetivo de aumentar a sua pluralidade.

Acompanhado pelos membros designados pelo Governo e as confissões religiosas radicadas em Portugal, Vera Jardim apresentou a “tolerância” como caminho para a “redução” de conflitos.

“Tolerância é, designadamente em matéria religiosa, aceitar e valorizar” a pluralidade, afirmou no discurso de tomada de posse.

Para o presidente da CLR, Portugal tem um “quadro jurídico exemplar” e um “clima de diálogo e respeito mútuo” ente religiões. Todos, sublinhou, são chamados a combater as “forças que defendem o ódio e o desprezo do outro”, “sobretudo no plano cultural e espiritual”.

A tomada de posse, que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, foi acompanhada por responsáveis religiosos, membros do Governo e, entre outros, o ex-presidente da República Portuguesa Jorge Sampaio.

O Elder Joaquim Moreira, o representante da Igreja, reconheceu o importante papel do diálogo inter-religioso e da liberdade religiosa na sociedade atual.

"Em Portugal trabalhamos juntos para que todas as religiões e crenças podem viver a sua fé de acordo com as suas crenças. Como diz na Décima Primeira Regra de Fé da Igreja, “pretendemos o privilégio de adorar a Deus Todo-Poderoso de acordo com os ditames de nossa própria consciência; e concedemos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar como, onde, ou o que desejarem”.

Por estas razões", afirmou, "a Igreja fará o que for necessário para defender a liberdade religiosa. Essa liberdade requer uma religiosidade responsável e consciente e a religião necessita por sua vez de uma liberdade madura para que juntas edifiquem a paz, no exercício da vivência da crença de cada individuo.

A cerimónia foi seguida de um ato solene de leitura e assinatura, por 21 igrejas e comunidades religiosas, da Declaração pela Paz e pelo Diálogo, uma iniciativa inédita que ganha especial relevância num contexto em que as questões relacionadas com a tolerância religiosa têm marcado a atualidade.

Durante a tarde, decorreu uma sessão de debate sobre liberdade religiosa, aberta ao público, e com a participação de vários especialistas, entre constitucionalistas e representantes das confissões religiosas presentes.

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