Assunto Público

Ajuda aos necessitados: o Fundo Perpétuo de Educação (parte 1)

Em 2001, o então Presidente de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Gordon B. Hinckley afirmou que a igreja iria refazer o conceito do antigo Fundo Perpétuo de Emigração. O que tinha ajudado os primeiros pioneiros mórmons a atravessar as planícies do oeste americano, iria ser reformulado como um Fundo Perpétuo de Educação (FPE) para elevar os modernos pioneiros mórmons e retirá-los da pobreza em todo o mundo.

O anúncio foi uma surpresa. O fundo, um sucesso. Através deste fundo foram atribuídos empréstimos ​​para formação profissional ou universitária a cerca de 83.260 membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Quase 90 por cento encontraram depois empregos de acordo com a sua formação. Uma percentagem significativa de líderes de igreja vêm das fileiras dos participantes deste fundo.

Ainda assim, o fundo precisava de crescer mais, para além do grupo de membros com idades compreendidas entre os 18 e 30 anos. A necessidade de formação para os mórmons de todas as idades é muito vasta. Mais de dois terços dos membros da Igreja fora dos Estados Unidos e do Canadá vivem em lugares onde, mesmo com educação e formação básica, os empregos são escassos.

E assim, em 2012, após uma revisão do Fundo Perpétuo de Educação, o Presidente Thomas S. Monson autorizou uma expansão do conceito e âmbito do Fundo, combinando-o com outros esforços e iniciativas da Igreja sob o título genérico de “Serviços de Autossuficiência”.

Crescimento exponencial

Os Serviços de Autossuficiência podem chegar a muitos mais membros da Igreja do que os seus precursores. O Fundo Perpétuo de Emigração ajudou 30 mil pioneiros mórmons pobres a atravessar as planícies americanas durante 38 anos, de 1849 a 1887. Em média, o Fundo Perpétuo de Educação forneceu mais de 5.000 novos empréstimos por ano, nos seus primeiros quinze anos de existência.

Os Serviços de autossuficiência têm agora uma dimensão vinte vezes maior. "Só no ano de 2015, ajudamos mais de 100 mil pessoas a melhorar a sua situação profissional, educacional e a criar negócios próprios”, afirmou o Élder Robert C. Gay dos Setenta no início deste ano. Robert Gay, ex-director da agência de investimento Bain Capital, é presidente do Comité dos Serviços de Autossuficiência / Fundo Perpétuo de Educação.

Somente no ano passado, através do esforço combinado, mais de 67 mil mórmons iniciaram ou melhoraram um negócio, quase 22 mil matricularam-se em programas de formação profissional ou universitária e mais de 14 mil obtiveram um emprego novo ou um emprego melhor.

Foi em 2012 que foi feita a recomendação para ampliar o programa do Fundo Perpétuo de Educação para além da área da educação. A igreja rapidamente estabeleceu Centros de Autossuficiência em mais de 122 países. Hoje, mais da metade das estacas da Igreja (uma estaca é o equivalente a uma diocese católica) têm um Centro de Recursos de Autossuficiência, que em muitos casos partilha as instalações com os Centros de História da Família.

"O autoemprego e a busca acelerada de emprego foram adicionados como opções (para o Fundo) para oferecer mais soluções para a autossuficiência de acordo com as circunstâncias e preferências dos membros", disse o Élder Joseph W. Sitati dos Setenta.

Resultados impressionantes

A implementação dos novos programas começou no final de 2014, e os resultados são extraordinários.

Por exemplo, uma pesquisa realizada em nove países africanos descobriu que o número de mórmons que poupavam dinheiro para um fundo de poupança subiu 106% depois de se formarem nos cursos de autossuficiência. O número dos que ficou livre de dívidas aumentou 38 por cento. A assistência às reuniões da Igreja subiu 32% - o que aponta para uma ligação muito forte entre a autossuficiência material e espiritual.

E em Portugal?

Os serviços de Autossuficiência estão disponíveis em Portugal desde 2014, e o Fundo Perpétuo de Educação começou a oferecer empréstimo em 2016. Todos os empréstimos do Fundo são aprovados para programas e escolas incluídos numa Lista Preferencial do Fundo, que inclui a lista de bons empregos na área de um candidato e os programas e escolas locais que os conduzirão a esses empregos. A lista assegura que os candidatos adquiram a formação adequada à procura do mercado de trabalho local.

Informação adicional sobre o Fundo Perpétuo de Educação da Igreja em Portugal

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